O Tratado de Washington (1919-1922)

A diplomacia naval dos Estados Unidos da América

Por: Filipe C. Ramires

Introdução

            O final do século XIX ficou conhecido para a História dos Estados Unidos como sendo a primeira fase de intervenção e de colonialismo desta federação de estados no mundo exterior. Um país que apenas possuí fronteiras terrestres com o México e com o Canadá, supostos estados amigáveis na altura, e com largas costas marítimas com os Oceanos Atlântico e Pacífico, teria naturalmente de adoptar uma política intervencionista internacional extra-ocêanica. Criar um império ou uma área de influência minimamente consistente apelava obviamente a um forte domínio naval. A conquista de Cuba, das Filipinas e a aquisição de algumas ilhas no Pacífico; o projecto do Canal do Panamá; e o início de um conceito naval “second to none”, foram episódios importantes para os pioneiros da supremacia naval americana antes da Primeira Guerra Mundial. Porém, a corrida aos armamentos navais iniciada pelas potências centrais europeias, pela França, Itália e liderada pela Grã-Bretanha, seguidas de perto pelo Japão, comprometia de certa forma a ascensão do poder naval americano.

O início das hostilidades em 1914, o subsequente envolvimento destes países no conflito, e o adiamento da entrada dos Estados Unidos na guerra, mudaram o status quo internacional desta última potência. A tardia intervenção americana na Primeira Guerra Mundial garantiu-lhes a manutenção de uma economia próspera e única a nível mundial. Contudo, após o findar das hostilidades e o relativo fracasso dos tratados de paz, teve início uma nova época de rearmamento generalizado mas principalmente naval. Apesar de derrotados os adversários muitas das potências aliadas haviam dado continuação à construção dos seus projectos de tempo de guerra ou chegado mesmo ao ponto de efectuar projectos de remodernização das respectivas marinhas para tempo de paz. Tal corrida naval só podia levar ao isolacionismo nacional/imperial das potências e em último caso a um eventual conflito entre estados. Esta situação era insustentável para os Estados Unidos que de imediato propuseram-se a uma campanha de limitação e desarmamento naval entre as grandes potências, nomeadamente a Grã-Bretanha, o Japão, a França, a Itália, e os próprios Estados Unidos. Os acordos finais resultaram no “amaldiçoado” Tratado Naval de Washington, assinado a 6 de Fevereiro de 1922. As negociações para a efectivação deste tratado e as posteriores consequências, directas ou indirectas, do mesmo foram de tal forma polémicas que marcaram decididamente não só as doutrinas navais como também as relações diplomáticas entre estados.

            É essencialmente sobre este tema a que este trabalho dedica-se. O Tratado Naval de Washington, no âmbito naval, delimitou os poderes navais dos estados e atribuiu aos Estados Unidos o estatuto de igualdade de forças perante a Grã-Bretanha, até então a grande potência naval mundial. No campo das relações diplomáticas sucederam-se rupturas entre estados em favor da vassalagem dos aliados ao seu sistema de intervenção mundial e o consolidar de isolacionismos de inimigos a longo prazo. A nível da história dos Estados Unidos pode-se considerar este tratado como sendo a primeira vitória ou passo para a supremacia americana no contexto internacional pós Primeira Guerra e após os fiascos de Versalhes e da Sociedade das Nações.

            Para uma melhor interpretação desta temática é fundamental a divisão deste trabalho nas seguintes partes. É antes de mais necessário apresentar o contexto que levou à criação do tratado, ou seja, a corrida ao rearmamento naval pelas várias potências. Por outro lado, o tratado em si envolveu negociações em termos navais mas implicou igualmente questões do foro diplomático e económico-financeiro. Naturalmente que é imprescindível uma abordagem ou síntese às cláusulas do tratado com o objectivo de se compreender com que intuito foi realmente efectuado. Por fim, o tratado trouxe resultados positivos e negativos, consequências directas ou indirectas, e posições opostas entre os estados que o assinaram.

            Fica em aberto a questão: As doutrinas de Washington visavam de certa forma um longo caminho para uma paz mas terão conduzido as potências a um passo da próxima guerra?

 

Os poderes navais no Pós-Guerra

             A supremacia naval tornou-se ao longo da História não só um indispensável recurso para uma vitória militar mas também como um meio diplomático vital para manter a paz. Até à Primeira Guerra Mundial os navios de linha, nomeadamente os couraçados e os cruzadores de batalha, eram os principais elementos deste sistema dual de guerra e paz. A simples presença de uma unidade destas e o seu enorme poder de fogo podiam encerrar de imediato muitas situações de tensão e conflito. O conceito de "fortaleza flutuante" não era por isso descuidado na época áurea do couraçado. A sua poderosa artilharia, tanto em alcance como em poder destrutivo, e o seu revestimento de blindagem que os tornava virtualmente invulneráveis à grande maioria das armas da época, faziam deles a arma de destruição ou de dissuasão perfeita para o controlo dos mares e das zonas costeiras de um estado. A sua construção por várias potências tornou-se uma actividade imperativa para fortalecer a capacidade naval/militar desse país, manter as suas rotas comerciais protegidas, e para poder dissuadir qualquer país de hostilidades contra o seu território e interesses. Desde o início do Século XX até à Primeira Guerra Mundial a corrida ao armamento possibilitou o crescimento do número de couraçados pelas marinhas da potências mundiais e permitiu que a sua carreira atingisse o auge tanto como máquina de guerra e como meio "diplomático".

A relativa superioridade numérica/qualitativa naval da Entente Cordiale face aos Impérios Alemão, Austro-Húngaro e Otomano, e a imediata aplicação de um bloqueio naval aos mesmos, contribuíram significativamente para a vitória das potências aliadas. O encerrar das hostilidades, a assinatura do Tratado de Versalhes e o subsequente processo de desarmamento das potências vencidas haviam reduzido drasticamente a razão de existência das poderosas frotas aliadas em serviço, em construção ou em fase de projecto. A outrora ameaçadora High Seas Fleet do Império Alemão havia sido auto-afundada pelas tripulações em Scapa Flow e nos portos alemães, num acto voluntário com o intuito de evitar o uso dos navios pelos Aliados após a sua rendição[1]. À Alemanha, após o Tratado de Versalhes, era apenas permitida a posse de 6 couraçados obsoletos, 6 cruzadores ligeiros, 12 contra-torpedeiros, 12 torpedeiros[2] e nenhum submarino[3]. Uma força que nem simbólica se poderia considerar face à imponente Royal Navy. De facto, pelo menos na Europa, não restavam quaisquer ameaças às potências vencedoras.

A supremacia americana no final da guerra; a preponderância da Grã-Bretanha em manter-se igual em poderio de força; a crescente rivalidade entre a Itália e a França; e a adesão do Japão a uma política expansionista; lançaram as grandes potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial numa corrida ao rearmamento naval entre elas.

Os grandes projectos de reconstrução da Marinha Americana haviam tido início em 1916 ainda no âmbito do esforço de guerra. Nesse ano a Marinha apresentou projectos para a construção de 6 couraçados de 43.200 toneladas, 4 couraçados de 32.600 tons e 6 cruzadores de batalha de 43.000 tons. Juntando 3 couraçados de projectos de construção anteriores e mais as 16 unidades já operacionais, a Marinha Americana teria ao serviço 35 unidades de linha que de certa forma superiores em qualidade às unidades inglesas poderiam "rivalizar" com as 42 unidades de linha da Royal Navy (33 couraçados e 9 cruzadores de batalha). Deste projecto apenas uma unidade estava pronta quando a guerra terminou o que levou à subsequente paragem na construção das restantes unidades. Porém, já no âmbito da corrida naval e com a ideia de disputar os mares com a Grã-Bretanha e com o Japão, a Marinha apresentou um novo projecto para 1919 em que eram visados, ambicionadamente no meio de 1.000 novas aquisições, a construção de 12 couraçados e 16 cruzadores de batalha. O Congresso, devido aos custos de um eventual projecto a essa escala solicitou uma revisão do mesmo que acabou reduzido para 10 couraçados, 6 cruzadores de batalha e 250 unidades mais pequenas. De maneira alguma o projecto foi autorizado e os argumentos foram que os custos para a construção e manutenção desta frota seriam demasiado elevados. Contudo, o evoluir da rivalidade entre as nações levaram a uma última tentativa para remodernizar a frota. Desta vez com números mais modestos, a Marinha apelava à construção de 3 couraçados, 1 cruzador de batalha, 30 cruzadores scout e 4 porta-aviões. Tal como os anteriores este programa foi igualmente reprovado pelo Congresso[4].

Por seu lado, a Marinha Imperial Japonesa havia projectado a construção de 8 couraçados e 8 cruzadores de batalha até meados dos anos 20 o que daria ao Japão uma força de 25 navios de linha modernos[5].

A Itália possuía 10 navios de linha (4 deles já bastante antiquados) e havia iniciado a construção de 4 novas unidades em 1915 estando uma delas em fase final no final da guerra.

Na Marinha Francesa a situação era de 10 unidades rudimentares e ultrapassadas tendo sido por isso autorizadas em 1912 a construção de 5 unidades novas que seriam lançadas entre 1914-15. Apenas uma foi concluída mas reconvertida para porta-aviões ao abrigo do Tratado de Washington. Outra classe de 4 super-couraçados havia sido igualmente projectada em 1912 mas nunca foram iniciadas as respectivas construções.

Por fim, a Royal Navy contava no final da guerra com 61 unidades de linha das quais muitas estavam bastante desgastadas da guerra ou em risco de ficarem obsoletas devido à sua avançada idade. Em 1919 o Almirantado decidiu retirar de serviço 20 dessas unidades das quais 12 seriam desmanteladas em 1921, antes do tratado. Ficavam ao serviço da Royal Navy 33 couraçados e 8 cruzadores de batalha. Por outro lado, os cortes no orçamento da Marinha[6], as pressões externas e internas para o desarmamento haviam suspendido ou abrandado o processo de construção das unidades novas. Das 4 unidades (cruzadores de batalha) em construção desde o tempo da guerra apenas uma foi concluída em 1920 sendo as restantes canceladas e desmantelados os seus cascos[7]. Contudo, todas estas gravidades não haviam reduzido as ambições da Royal Navy em manter-se superior ou se mesmo necessário em igual para com a US Navy. De vez, os ingleses tiveram que terminar com a tradição naval numérica de possuir uma frota duas vezes superior à do adversário e encararam finalmente a hipótese final de manter uma paridade naval para com os Estados Unidos. Portanto, em 1921 foi lançado um programa de construção naval de 4 couraçados de 48.500 tons e 4 cruzadores de batalha de 48.000 tons. Um projecto não tão ambicioso como os dos americanos e japoneses mas tendo em conta a manutenção e remodernização das unidades já existentes era um processo igualmente dispendioso[8].

 

          As exigências e negociações do tratado

             A questão da supremacia naval não foi o único objectivo que os Estados Unidos visavam atingir na concretização do tratado sobre Desarmamento Naval. Outros assuntos do foro diplomático, nomeadamente o pagamento das dívidas de guerra dos Aliados aos Estados Unidos e a aliança Anglo-Japonesa de 1902, eram previstos serem solucionados com esta conferência. Por outro lado, as pressões internas e a opinião pública americana, fortes defensoras do desarmamento, não deixavam praticamente outra solução à administração do presidente Harding. As ambições da Marinha Americana em construir uma frota igual ou superior à Marinha Real Inglesa e à Marinha Imperial Japonesa em conjunto levantavam por si uma grande polémica interna ao apresentarem projectos de remodernização completamente absurdos a nível de custos para uma época de recessão económica de pós-guerra. Para além disso a opinião pública não encarava muito bem o conceito de alargamento da marinha em tempo de paz e ainda mais para rivalizar com uma potência aliada, a Grã-Bretanha. No Congresso a situação não era menos delicada e os Republicanos, durante a campanha eleitoral de Harding, haviam-se comprometido para resolver a questão das dívidas de guerra e a defender o desarmamento mundial. De facto pouca margem de erro restava ao governo americano em relação a esta situação e o Tratado de Washington surge na emergência de resolver as pressões internas e em projectar em simultâneo, para o mundo exterior, uma imagem de uns Estados Unidos fortes e superiores.

            A mais escandalosa destas situações era sem dúvida as dívidas de guerra dos Aliados para com os Estados Unidos. Tanto a Grã-Bretanha como a França haviam solicitado avultados empréstimos económicos aos Estados Unidos a fim de manter o seu esforço de guerra. Encerradas as hostilidades e com o intuito de atenuar os efeitos da recessão económica era natural que os Estados Unidos reclamassem o pagamento de tais empréstimos. Porém, os principais países devedores, especialmente a Grã-Bretanha, tinham posturas bastante contrárias às dos americanos. Ambos evocavam o perdoar das respectivas dívidas em favor de um esforço de guerra comum entre países Aliados e não como obrigações económico-financeiras. Obviamente que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos não aceitava esta afirmação insistindo para que fossem efectuados os pagamentos. Facto este acabou por gerar um forte sentimento anti-europeu no Congresso americano por considerarem as nações aliadas europeias oportunistas ao ponto de terem conduzido os Estados Unidos à guerra para beneficiar das suas capacidades comerciais. Por outro lado, caso as dívidas não fossem pagas o défice teria que ser compensado com o aumento dos impostos sobre a população americana, algo que a opinião pública achava intolerável. Também havia que ter em conta a rivalidade comercial anglo-americana, economia imperial versus política de "open door". Os ingleses acreditavam que ao cederem em pagar as dívidas de guerra estariam a posicionar a economia do Império Britânico à mercê dos Estados Unidos. Era vital para o governo de Sua Majestade o relativo isolacionismo económico do seu império a fim de re-estabelecer a outrora prosperidade britânica. O objectivo era manterem-se auto-confiantes e comercialmente independentes dos Estados Unidos e evitar a todo o custo uma posição de submissão e vassalagem para com os mesmos. Portanto, a situação arrastou-se propositadamente. As negociações entre os dois lados falhavam constantemente e a dada altura os representantes ingleses exerciam comportamentos de "blackout" às conferências com o intuito de levarem os americanos à saturação e a perdoarem as dívidas. Contudo tais tácticas não lograram em sucesso e a Grã-Bretanha teve realmente que começar a considerar o pagamento das quantias. Os ingleses realmente estavam num impasse pois não pretendiam liquidar as dívidas mas também repudiava-lhes a ideia de as esquecer. As soluções começavam a ser poucas e de modo algum agradáveis para os ingleses. Primeiro propuseram que as dívidas de guerra anglo-americanas fossem saldadas pelas reparações de guerra a serem efectuadas pelos países vencidos na guerra, ou então através dos empréstimos concedidos pela Grã-Bretanha a outros países aliados. Tal hipótese foi fortemente criticada pelos Estados Unidos que evocaram que as dívidas não seriam liquidadas através de terceiros. O objectivo era levar a Grã-Bretanha a pagar os empréstimos através da sua própria economia. Se de facto os ingleses tivessem que pagar as dívidas teriam por outro lado que prescindir de grande parte da reconstrução da sua frota. Os números falam por si. A Grã-Bretanha, no final do conflito de 1914-18, devia aos Estados Unidos a quantia de 407.303.000 dólares americanos, e estava disposta a gastar 700.000.000 da mesma moeda na corrida naval. Ambas as partes tinham consciência desta situação e para os ingleses essas quantias só podiam realmente vir do grande esforço da economia imperial[9].

            A questão das dívidas de guerra acabou por não ser solucionada da maneira como os britânicos esperavam que fosse após o Tratado de Washington. As negociações com os Estados Unidos e as sucessivas administrações presidenciais continuaram cada vez mais difíceis para se chegar a um acordo e ultrapassam já bastante a baliza cronológica do trabalho e a temática do Tratado Naval de Washington.

            Uma situação bastante delicada para os americanos e para os ingleses era a Aliança Anglo-Japonesa de 1902. Esta aliança era renovada de 10 em 10 anos e estava prevista nova reunião algures em 1921 por pedido do Império do Japão. Os nipónicos haviam-se tornado claramente expansionistas, nomeadamente com as suas intenções sobre a China. A questão que se levantava aos americanos não era o facto de terem que enfrentar sozinhos o Japão na eventualidade de um conflito mas sim a possibilidade de hostilidades com os britânicos que, ao abrigo da aliança, teriam que partir em defesa dos interesses do Japão. Os britânicos também estavam reticentes em relação à continuação da aliança. Teriam que optar ou em manter uma forte e polémica aliança com um país expansionista ou tentar uma aproximação aos Estados Unidos. O maior receio era uma eventualidade de hostilidades com o Japão e o perigo que poderiam correr as possessões britânicas no Extremo Oriente como Singapura e Hong-Kong. Por questões logísticas e pelo facto de possuírem um vasto império para defender tais territórios eram claramente difíceis de proteger. A solução era a consolidação de uma estratégia em comum com os Estados Unidos, que também possuíam interesses na região. Por outro lado e mais uma vez surgem as questões das dívidas de guerra. Juntamente com a tolerância na desmobilização naval tal aproximação aos Estados Unidos na área do Pacífico poderiam eventualmente levar os americanos a perdoar as pesadas quantias de dólares que os britânicos lhes deviam. Por fim, a solução teve mesmo que ser essa. A Aliança Anglo-Japonesa de 1902 foi tornada obsoleta com a aclamação do Tratado das Quatro Potências em Washington, assinado por delegações do Japão, Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, a 13 de Dezembro de 1921. Tal tratado substituía a aliança anterior e estabelecia uma nova política comum para a estratégia de tais países a adoptar nas suas possessões e interesses no Pacífico. Os japoneses, que de facto achavam a aliança anglo-japonesa como um "empecilho" para a sua expansão militar e territorial, ficaram surpreendidos pela criação de novo tratado e com os britânicos praticamente do lado dos americanos. A longo prazo, o Japão havia escolhido os seus inimigos. As palavras do general Itami, adido militar do Japão em Londres, para Malcolm Kennedy, representante do Gabinete de Guerra britânico, demonstram claramente a insatisfação dos japoneses face ao afastamento dos ingleses:

" I understand you feelings and apreciate them…But you British will find how mistaken you have been. You think that the Americans will be so pleased that they will cancel your war debts; but they don't, I am sure they won't, and you will lose far more than you gain by giving up one friend to win the favour of another."[10]

 

            A efectivação do Tratado de Washington

             Em Junho de 1921, perante os extremos que a corrida naval havia chegado, o presidente Harding convocou uma conferência para o Desarmamento e Limitação Naval entre as grandes potências. Nos finais de Outubro os americanos defendiam a posição para suspender todas as construções e desmantelar todos os navios nessa situação. Este argumento manteve-se para a Conferência de Washington que teve início a 12 de Novembro de 1921.

            A proposta inicial da delegação americana, liderada pelo Secretário de Estado Charles Evan Hughes, consistia nos seguintes pontos:

1-     Estabelecimento de um período de 10 anos para interrupção de construções navais.

2-     Desmantelamento de todos os navios de linha em processo de construção.

3-     Redução de navios capitais através do desmantelamento de unidades obsoletas.

4-     Estabelecimento de um rácio para determinar o número de navios a desmantelar por cada país dentro das suas frotas.

5-     O número de navios de linha que cada país possuísse deveriam determinar o número de navios auxiliares que cada país poderia ter (cruzadores, contra-torpedeiros, submarinos, etc.).

 

O objectivo era que os Estados Unidos ficassem com 18 unidades capitais ao serviço (500.650 tons no total), a Grã-Bretanha com 22 (604.450) e o Japão com 10 (299.700). Por outro lado, navios de linha não deveriam ultrapassar o deslocamento normal de 35.000 tons por navios e as unidades permitidas pelo tratado não poderiam ser substituídas durante um período de 20 anos.

De início, esta proposta foi considerada demasiado radical para as outras delegações mas os pontos acabaram por ser na generalidade aceites. Foi então estabelecido um período de 12 semanas para cada parte avaliar detalhadamente as propostas.

As resoluções não iriam ser tão fáceis para os americanos como Hughes esperava. Todas as delegações apresentaram reticências ou protestos em relação às propostas.

A delegação japonesa foi a mais crítica. O Japão podia apenas ter uma frota de navios de linha em 60% de unidades efectivas relativamente às Marinhas Americana e Inglesa. Por isso apelavam a um aumento para 70% do tamanho da frota das outras duas potências. Por outro lado solicitavam que lhes fosse permitido terminar a fortificação das suas possessões no Pacífico oferecendo ao mesmo tempo oposição a semelhante medida a ser realizada pelos americanos nos respectivos territórios. Mais polémica foi gerada quando por um erro de informação de Hughes que anotava que o couraçado japonês Mutsu estaria ainda em construção pelo que teria de ser desmantelado, os japoneses contra-argumentaram que tal navio já estava ao serviço e que não iriam prescindir dele. De facto tal acabou por ser possível quando os japoneses acederam em desmantelar o Settsu, uma unidade já obsoleta, em vez do Mutsu, em deixar de levantar oposição à política de fortificação americana no Pacífico.

No lado da Grã-Bretanha teriam que ser desmantelados 4 couraçados da classe Orion, unidades relativamente recentes, para que do projecto de reconstrução naval de 1921 da Royal Navy lhes fosse permitida a conclusão de duas unidades e dentro dos limites de deslocamentos de 35.000 tons face às 48.000 propostas pelos engenheiros navais ingleses para tais unidades. Apesar de várias reclamações para a impossibilidade técnica de lançarem os navios nesses limites os ingleses acabaram por fazer entrar ao serviço a classe Nelson com duas unidades[11].

As delegações francesa e italiana exigiam paridade entre ambas facto que foi consentido, porém, não aderiam à política de interrupção de novas construções por 10 anos pois grande parte das suas unidades de linha já eram obsoletas. Foi-lhes assim permitido substituírem as unidades mais antigas a partir de 1927[12].

Os americanos, por seu lado, queriam terminar a construção das duas unidades da classe West Virginia em troca do desmantelamento do North Carolina e do Delaware, unidades antigas e veteranas de guerra[13]. De facto, só aqui os americanos estavam a contradizerem-se na política de interrupção de construções, e ao tolerarem os ingleses a lançarem os Nelson e os italianos e franceses a lançarem novos navios, ridicularizavam essa posição.

Portanto, acabaram por ficar distribuídas e permitidas as seguintes percentagens entre as potências presentes na conferência[14]:

-         Grã-Bretanha - 525.000 tons

-         Estados Unidos - 525.000 tons

-         Japão - 315.000 tons

-         França - 175.000 tons

-         Itália - 175.000 tons

 O deslocamento máximo de uma unidade de linha (couraçado ou cruzador de batalha) ficou fixado em 35.000 tons[15] e a sua artilharia principal não deveria ultrapassar 16 polegadas (406 milímetros) de calibre[16], porém, sem limite no número de peças de artilharia. Houve na questão do limite de calibre de artilharia alguma contestação por parte da Grã-Bretanha e do Japão que, grandes defensores de artilharia, já haviam projectado ou construído canhões superiores a 16 polegadas.

Os porta-aviões, navios bastante recentes, foram de igual modo discutidos nesta conferência. Apesar de ainda não ter atingido o estatuto do couraçado como "espinha dorsal" de uma marinha, o porta-aviões ganhava cada vez mais importância face aos avanços da aviação como arma de ataque marítimo[17].

De qualquer forma foram igualmente impostos limites para a posse de porta-aviões[18]:

-         Grã-Bretanha - 135.000 tons

-         Estados Unidos - 135.000 tons

-         Japão - 81.000 tons

-         França - 60.000 tons

-         Itália - 60.000 tons

 Pelo facto dos porta-aviões serem tão recentes, por estarem tão poucos ao serviço e por não passarem de facto de unidades de "segunda", não foram solicitados desmantelamentos das unidades já em serviço[19]. Contudo, o deslocamento máximo por unidade não podia exceder as 27.000 tons[20].

Outra decisão importante foi a limitação do deslocamento de navios não-capitais[21] até 10.000 tons[22] e o seu armamento de artilharia com o limite de 8 polegadas de calibre (203 milímetros)[23]. Tal conceito aplicava-se essencialmente à construção de cruzadores, pesados ou ligeiros[24], e de contra-torpedeiros. Porém não foi estabelecido qualquer limite em números, facto que foi largamente aclamado pelos ingleses que haviam solicitado em vão a extinção de todos os submarinos nestas potências e que viam agora a possibilidade de construir em larga escala contra-torpedeiros para fazer frente a qualquer ameaça submarina[25]

Mais artigos foram discutidos mas com bastante menor importância relativamente aos que abrangiam o caso dos navios de linha. Nomeadamente podemos falar da proibição de armamento em navios mercantes durante tempo de paz ou limites para os calibres do mesmo durante eventuais conflitos; a aplicação das doutrinas impostas pelo tratado na venda ou construção de navios para países que não haviam assinado o tratado; proibição do uso de navios em construção para outros países não-assinantes em caso de conflito; obrigatoriedade em manter informados os países assinantes do progresso acerca da construção de navios para membros exteriores ao tratado ou para o seu próprio serviço[26].

Contudo a questão das fortificações voltou a ser discutida e acabou por proibir a construção de fortificações ou de bases navais nos vários territórios em posse dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e do Império do Japão, na área do Pacífico[27].

Por fim, a longa lista de navios permitidos a cada marinha, as unidades a serem desmanteladas e as regras para tal processo, os processos de construção de unidades novas previstas pelo tratado, preenchera praticamente sem grande discussão as restantes resoluções do tratado[28].

O Tratado Naval de Washington acabou por ser assinado por todos os representantes e delegações a 6 de Fevereiro de 1922. Estaria em vigor até ao dia 31 de dezembro de 1936, data em que se deveria proceder ao renovar do tratado ou entrada em negociações para a revisão das suas cláusulas[29].

 

As conclusões das novas doutrinas navais

O Tratado de Washington foi aclamado pela grande maioria dos governos. De facto tinha-se procedido a um significativo desarmamento de um exagerado número de navios de guerra em serviço e poupado fundos na sua manutenção, remodernização ou na construção de projectos demasiado dispendiosos. Por outro lado, servia ao mesmo tempo de meio diplomático em substituição do couraçado, ou seja, a adesão de tais potências ao tratado obrigava-as a seguirem à risca os seus artigos pelo que uma eventual violação das regras poderia ter represálias por parte dos restantes membros.

O certo é que o tratado em si funcionou inicialmente. Todos os países foram levados a desmantelar as unidades solicitadas pelo tratado mas a construção a médio e longo prazo de unidades para as substituírem não foi completamente feita. Dos vários navios que encontramos nas listas iniciais do tratado, continuaram ao serviço até aos anos 30 chegando muitos deles a entrar em acção durante a Segunda Guerra Mundial, altura no qual já deveriam estar desmantelados e substituídos à muito. Contudo, de novo a longo prazo, o tratado estava maioritariamente a limitar a posse de um tipo de navios progressivamente obsoletos, ou seja, os navios de linha. Cabia aos porta-aviões substituírem os couraçados nas décadas seguintes e de facto muitas destas marinhas já se haviam apercebido disso. Tanto o Japão, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, transformaram os navios de linha em construção e não autorizados pelo tratado em porta-aviões. A França apenas completou um porta-aviões nos finais dos anos 20 e de longe bastante afastado das capacidades qualitativas dos seus homólogos japoneses, americanos e ingleses. A Itália de Mussolini por seu lado auto-considerava-se um porta-aviões em si pelo que nunca foram dadas grandes atenções à construção de porta-aviões até ao início da guerra.

Os Estados Unidos haviam atingido praticamente todos os objectivos a que se haviam proposto. Na impossibilidade de acompanhar, internamente, uma corrida naval apelaram à limitação e à paragem de tal processo. Conseguiram acima de tudo e finalmente uma igualdade teórica face à Grã-Bretanha e uma boa margem de superioridade sobre o Japão. Antecedendo de certa forma a evolução dos acontecimentos, tanto britânicos como americanos previam que o próximo cenário de disputa naval seria o Pacífico e face à "amizade" existente nas relações anglo-americanas um eventual rival só poderia mesmo ser o Império do Japão. França e Itália estariam seriamente preocupadas em disputar o Mediterrâneo entre si para não se considerarem de importância essencial para este futura rivalidade.

Curioso é o facto de que nenhuma das duas grandes potências, Estados Unidos e Grã-Bretanha, viria necessariamente a beneficiar das resoluções deste tratado. A Grã-Bretanha perdera de vez a sua supremacia naval e como fiel seguidora dos princípios de Washington nunca arriscou em construir navios para além do que lhe era permitido. A sua aproximação aos Estados Unidos foram bastante dispendiosa diplomaticamente pois ao tolerar as novas doutrinas navais, ao prescindir da Aliança anglo-japonesa para uma posição de relativo aliado para com os Estados Unidos, e o agravar da situação das dívidas de guerra contribuíram para a sua submissão à política americana e à hostilidade do Japão.

Os Estados Unidos também não iriam sair ilesos desta situação. A situação interna no país aclamou o desarmamento e o progressivo cancelamento das unidades permitidas pelo tratado o que nunca possibilitaram aos Estados Unidos o estatuto de verdadeira potência suprema nos mares. Conscientes de que não conseguiriam atingir tal posição e devido à situação ainda mais precária dos britânicos levaram a que nem uma potência nem a outra fosse capaz de disputar a soberania dos mares. O menosprezo e a desconfiança pelos japoneses, de facto o alvo indirecto a que o tratado se dirigia, apenas adiou um eventual conflito com esse império pela disputa do Pacífico. Seriam os japoneses eles próprios que iriam provar aos americanos o quanto eles haviam sido ingénuos no tratado e o quanto lhes iria custar a arrogância com que haviam humilhado o Japão nas questões navais-diplomáticas. O Tratado de Washington foi de facto meio caminho traçado para a eclosão das hostilidades no Pacífico, tanto a nível tecnológico-naval como diplomático. Pearl Harbour é o primeiro exemplo apontado para apoiar essa afirmação: vitória do porta-aviões sobre os couraçados e a solução da guerra sobre a sanção diplomática.

 

Anexos

 

CONFERENCE ON THE LIMITATION OF ARMAMENT,

WASHINGTON,
NOVEMBER 12 1921-FEBRUARY 6, 1922.

 

Treaty Between the United States of America, the British Empire, France, Italy, and Japan, Signed at Washington, February 6, 1922. [41]

 

The United States of America, the British Empire, France, Italy and Japan:

 

Desiring to contribute to the maintenance of the general peace, and to reduce the burdens of competition in armament;

 

[41] In English and French; French text not printed. Ratification advised by the Senate, Mar. 29, 1922; ratified by the President, June 9, 1923; ratifications deposited with the Government of the United States, Aug. 17, 1923; proclaimed, Aug. 21, 1923.

 

Have resolved, with a view to accomplishing these purposes, to conclude a treaty to limit their respective naval armament, and to that end have appointed as their Plenipotentiaries;

 

 The President of the United States of America: Charles Evans Hughes, Henry Cabot Lodge, Oscar W. Underwood, Elihu Root, citizens of the United States; His Majesty the King of the United Kingdom of Great Britain and Ireland and of the British Dominions beyond the Seas, Emperor of India: The Right Honourable Arthur James Balfour, O. M., M. P., Lord President of His Privy Council; The Right Honourable Baron Lee of Fareham, G. B. E., K. C. B., First Lord of His Admiralty; The Right Honourable Sir Auckland Campbell Geddes, K. C. B., His Ambassador Extraordinary and Plenipotentiary to the United States of America;   and     for the Dominion of Canada:       The Right Honourable Sir Robert Laird Borden, G. C. M. G., K. C.; for the Commonwealth of Australia: Senator the Right Honourable George Foster Pearce, Minister for Home and Territories; for the Dominion of New Zealand: The Honourable Sir John William Salmond, K. C., Judge of the Supreme Court of New Zealand; for the Union of South Africa: The Right Honourable Arthur James Balfour, O. M., M. P.; for India: The Right Honourable Valingman Sankaranarayana Srinivasa Sastri,          Member of the Indian Council of State;  The President of the French Republic: Mr. Albert Sarraut, Deputy, Minister of the Colonies; Mr. Jules J. Jusserand, Ambassador Extraordinary and Plenipotentiary to the United States of America, Grand Cross of the National Order of the Legion of Honour; His Majesty the King of Italy: The Honourable Carlo Schanzer, Senator of the Kingdom; The Honourable Vittorio Rolandi Ricci, Senator of the Kingdom, His Ambassador Extraordinary and Plenipotentiary at Washington; The Honourable Luigi Albertini, Senator of the Kingdom; His Majesty the Emperor of Japan: Baron Tomosaburo Kato, Minister for the Navy, Junii, a member of the First Class of the Imperial Order of the Grand Cordon of the Rising Sun with the Paulownia Flower; Baron Kijuro Shidehara, His Ambassador Extraordinary and        Plenipotentiary at Washington, Joshii, a member of the First Class of the Imperial Order of the Rising Sun; Mr. Masanao Hanihara, Vice Minister for Foreign Affairs, Jushii, a        member of the Second Class of the Imperial Order of the Rising Sun; 


Who, having communicated to each other their respective full powers, found to be in good and due form, have agreed as follows:

 

CHAPTER I.-GENERAL PROVISIONS RELATING TO THE LIMITATION OF NAVAL ARMAMENT

Article I

The Contracting Powers agree to limit their respective naval armament as provided in the present Treaty.

 

Article II

The Contracting Powers may retain respectively the capital ships which are specified in Chapter II, Part 1. On the coming into force of the present Treaty, but subject to the following provisions of this Article, all other capital ships, built or building, of the United States, the British Empire and Japan shall be disposed of as prescribed in Chapter II, Part 2.

In addition to the capital ships specified in Chapter II, Part 1, the United States may complete and retain two ships of the West Virginia class now under construction. On the completion of these two ships, the North Dakota and Delaware, shall be disposed of as prescribed in Chapter II, Part 2.

The British Empire may, in accordance with the replacement table in Chapter II, Part 3, construct two new capital ships not exceeding 35,000 tons (35,560 metric tons) standard displacement each. On the completion of the said two ships the Thunderer, King George V, Ajax and Centurion shall be disposed of as prescribed in Chapter II, Part 2.

 

Article III

Subject to the provisions of Article II, the Contracting Powers shall abandon their respective capital ship building programs, and no new capital ships shall be constructed or acquired by any of the Contracting Powers except replacement tonnage which may be constructed or acquired as specified in Chapter II, Part 3.

Ships which are replaced in accordance with Chapter II, Part 3, shall be disposed of as prescribed in Part 2 of that Chapter.

 

Article IV

The total capital ship replacement tonnage of each of the Contracting Powers shall not exceed in standard displacement, for the United States 525,000 tons (533,400 metric tons); for the British Empire 525,000 tons (533,400 metric tons); for France 175,000 tons (177,800 metric tons); for Italy 175,000 tons (177,800 metric tons); for Japan 315,000 tons (320,040 metric tons).

 

Article V

No capital ship exceeding 35,000 tons (35,560 metric tons) standard displacement shall be acquired by, or constructed by, for, or within the jurisdiction of, any of the Contracting Powers.

 

Article VI

No capital ship of any of the Contracting Powers shall carry a gun with a calibre in excess of 16 inches (406 millimetres).

 

Article VII

The total tonnage for aircraft carriers of each of the Contracting Powers shall not exceed in standard displacement, for the United States 135,000 tons (137,160 metric tons); for the British Empire 135,000 tons (137,160 metric tons); for France 60,000 tons (60,960 metric tons); for Italy 60,000 tons (60,960 metric tons); for Japan 81,000 tons (82,296 metric tons).

 

Article VIII

The replacement of aircraft carriers shall be effected only as prescribed in Chapter II, Part 3, provided, however, that all aircraft carrier tonnage in existence or building on November 12, 1921, shall be considered experimental, and may be replaced, within the total tonnage limit prescribed in Article VII, without regard to its age.

Article IX

No aircraft carrier exceeding 27,000 tons (27,432 metric tons) standard displacement shall be acquired by, or constructed by, for or within the jurisdiction of, any of the Contracting Powers.

However, any of the Contracting Powers may, provided that its total tonnage allowance of aircraft carriers is not thereby exceeded, build not more than two aircraft carriers, each of a tonnage of not more than 33,000 tons (33,528 metric tons) standard displacement, and in order to effect economy any of the Contracting Powers may use for this purpose any two of their ships, whether constructed or in course of construction, which would otherwise be scrapped under the provisions of Article II. The armament of any aircraft carriers exceeding 27,000 tons (27,432 metric tons) standard displacement shall be in accordance with the requirements of Article X, except that the total number of guns to be carried in case any of such guns be of a calibre exceeding 6 inches (152 millimetres), except anti-aircraft guns and guns not exceeding 5 inches (127 millimetres), shall not exceed eight.

 

Article X

No aircraft carrier of any of the Contracting Powers shall carry a gun with a calibre in excess of 8 inches (203 millimetres). Without prejudice to the provisions of Article IX, if the armament carried includes guns exceeding 6 inches (152 millimetres) in calibre the total number of guns carried, except anti-aircraft guns and guns not exceeding 5 inches (127 millimetres), shall not exceed ten. If alternatively the armament contains no guns exceeding 6 inches (152 millimetres) in calibre, the number of guns is not limited. In either case the number of anti-aircraft guns and of guns not exceeding 5 inches (127 millimetres) is not limited.

 

Article XI

No vessel of war exceeding 10,000 tons (10,160 metric tons) standard displacement, other than a capital ship or aircraft carrier, shall be acquired by, or constructed by, for, or within the jurisdiction of, any of the Contracting Powers. Vessels not specifically built as fighting ships nor taken in time of peace under government control for fighting purposes, which are employed on fleet duties or as troop transports or in some other way for the purpose of assisting in the prosecution of hostilities otherwise than as fighting ships, shall not be within the limitations of this Article.

 

Article XII

No vessel of war of any of the Contracting Powers, hereafter laid down, other than a capital ship, shall carry a gun with a calibre in excess of 8 inches (203 millimetres).

 

Article XIII

Except as provided in Article IX, no ship designated in the present Treaty to be scrapped may be reconverted into a vessel of war.

 

Article XIV

No preparations shall be made in merchant ships in time of peace for the installation of warlike armaments for the purpose of converting such ships into vessels of war, other than the necessary stiffening of decks for the mounting of guns not exceeding 6 inch (152 millimetres) calibre.

 

Article XV

No vessel of war constructed within the jurisdiction of any of the Contracting Powers for a non-Contracting Power shall exceed the limitations as to displacement and armament prescribed by the present Treaty for vessels of a similar type which may be constructed by or for any of the Contracting Powers; provided, however, that the displacement for aircraft carriers constructed for a non-Contracting Power shall in no case exceed 27,000 tons (27,432 metric tons) standard displacement.

 

Article XVI

If the construction of any vessel of war for a non-Contracting Power is undertaken within the jurisdiction of any of the Contracting Powers, such Power shall promptly inform the other Contracting Powers of the date of the signing of the contract and the date on which the keel of the ship is laid; and shall also communicate to them the particulars relating to the ship prescribed in Chapter II, Part 3, Section I (b), (4) and (5).

 

Article XVII

In the event of a Contracting Power being engaged in war, such Power shall not use as a vessel of war any vessel of war which may be under construction within its jurisdiction for any other Power, or which may have been constructed within its jurisdiction for another Power and not delivered.

 

Article XVIII

Each of the Contracting Powers undertakes not to dispose by gift, sale or any mode of transfer of any vessel of war in such a manner that such vessel may become a vessel of war in the Navy of any foreign Power.

 

Article XIX

The United States, the British Empire and Japan agree that the status quo at the time of the signing of the present Treaty, with regard to fortifications and naval bases, shall be maintained in their respective territories and possessions specified hereunder:

(1) The insular possessions which the United States now holds or may hereafter acquire in the Pacific Ocean, except (a) those adjacent to the coast of the United States, Alaska and the Panama Canal Zone, not including the Aleutian Islands, and (b) the Hawaiian Islands;

(2) Hong Kong and the insular possessions which the British Empire now holds or may hereafter acquire in the Pacific Ocean, east of the meridian of 110° east longitude, except (a) those adjacent to the coast of Canada, (b) the Commonwealth of Australia and its Territories, and (c) New Zealand;

(3) The following insular territories and possessions of Japan in the Pacific Ocean, to wit: the Kurile Islands, the Bonin Islands, Amami-Oshima, the Loochoo Islands, Formosa and the Pescadores, and any insular territories or possessions in the Pacific Ocean which Japan may hereafter acquire.

The maintenance of the status quo under the foregoing provisions implies that no new fortifications or naval bases shall be established in the territories and possessions specified; that no measures shall be taken to increase the existing naval facilities for the repair and maintenance of naval forces, and that no increase shall be made in the coast defences of the territories and possessions above specified. This restriction, however, does not preclude such repair and replacement of worn-out weapons and equipment as is customary in naval and military establishments in time of peace.

 

Article XX

The rules for determining tonnage displacement prescribed in Chapter II, Part 4, shall apply to the ships of each of the Contracting Powers.

 

CHAPTER II.-RULES RELATING TO THE EXECUTION OF THE TREATY-
DEFINITION OF TERMS

PART 1.-CapitaL Ships Which may Be Retained by the Contracting Powers

In accordance with Article II ships may be retained by each of the Contracting Powers as specified in this Part.

SHIPS WHICH MAY BE RETAINED BY THE UNITED STATES

Name:                                                              Tonnage

Maryland                                                           32,600

California                                                           32,300

Tennessee                                                         32,300

Idaho                                                                32,000

New Mexico                                                     32,000

Mississippi                                                         32,000

Arizona                                                             31,400

Pennsylvania                                                      31,400

Oklahoma                                                         27,500

Nevada                                                             27,500

New York                                                         27,000

Texas                                                                27,000

Arkansas                                                           26,000

Wyoming                                                           26,000

Florida                                                              21,825

Utah                                                                  21,825

North Dakota                                                    20,000

Delaware                                                           20,000

Total Tonnage                                       500,650

On the completion of the two ships of the West Virginia class and the scrapping of the North Dakota and Delaware, as provided in Article II, the total tonnage to be retained by the United States will be 525,850 tons.

 

SHIPS WHICH MAY BE RETAINED BY THE BRITISH EMPIRE

Name:                                                              Tonnage

Royal Sovereign                                                25,750

Royal Oak                                                         25,750

Revenge                                                            25,750

Resolution                                                         25,750

Ramilies                                                             25,750

Malaya                                                              27,500

Valiant                                                   27,500

Barham                                                             27,500

Queen Elizabeth                                                 27,500

Warsprite                                                          27,500

Benbow                                                            25,000

Emperor of India                                               25,000

Iron Duke                                                          25,000

Marlborough                                                     25,000

Hood                                                                41,200

Renown                                                             26,500

Repulse                                                             26,500

Tiger                                                                 28,500

Thunderer                                                          22,500

King George V                                                  23,000

Ajax                                                                  23,000

Centurion                                                          23,000

Total Tonnage                                       580,450

On the completion of the two new ships to be constructed and the scrapping of the Thunderer, King George V, Ajax and Centurion, as provided in Article II, the total tonnage to be retained by the British Empire will be 558,950 tons.

 

SHIPS WHICH MAY BE RETAINED BY FRANCE

Name:                                                               Tonnage

Bretagne                                                            23,500

Lorraine                                                            23,500

Provence                                                           23,500

Paris                                                                  23,500

France                                                               23,500

Jean Bart                                                           23,500

Courbet                                                             23,500

Condorect                                                         18,900

Diderot                                                              18,900

Voltaire                                                             18,900

Total Tonnage                                       221,170

France may lay down new tonnage in the years 1927, 1929, and 1931, as provided in Part 3, Section II.

 

SHIPS WHICH MAY BE RETAINED BY ITALY

Name:                                                               Tonnage

Andrea Doria                                                    22,700

Caio Duilio                                                        22,700

Conte Di Cavour                                               22,500

Giulio Cesare                                                     22,500

Leonardo Da Vinci                                            22,500

Dante Alighieri                                       19,500

Roma                                                                12,600

Napoli                                                               12,600

Vittorio Emanuele                                              12,600

Regina Elena                                                      12,600

Total Tonnage                                       182,800

Italy may lay down new tonnage in the years 1927, 1929, and 1931, as provided in Part 3, Section II.

 

SHIPS WHICH MAY BE RETAINED BY JAPAN

 Name:                                                              Tonnage

Mutsu                                                                33,800

Nagato                                                              33,800

Hiuga                                                                31,260

Ise                                                                     31,260

Yamashiro                                                         30,600

Fu-So                                                               30,600

Kirishima                                                           27,500

Haruna                                                              27,500

Hiyei                                                                 27,500

Kongo                                                               27,500

Total Tonnage                                       301,320

 

PART 2.-Rules for Scrapping Vessels of War

The following rules shall be observed for the scrapping of vessels of war which are to be disposed of in accordance with Articles II and III.

I. A vessel to be scrapped must be placed in such condition that it cannot be put to combatant use.

II. This result must be finally effected in any one of the following ways:

(a) Permanent sinking of the vessel; (b) Breaking the vessel up. This shall always involve the destruction or removal of all machinery, boilers and armour, and all deck, side and bottom plating; (c) Converting the vessel to target use exclusively. In such case all the provisions of paragraph III of this Part, except sub-paragraph (6), in so far as may be necessary to enable the ship to be used as a mobile target, and except sub-paragraph          (7), must be previously complied with. Not more than one capital ship may be retained for this purpose at one time by any of the Contracting Powers. (d) Of the capital ships which would otherwise be scrapped under the present Treaty in or after the year 1931, France and Italy may each retain two sea-going vessels for training purposes         exclusively, that is, as gunnery or torpedo schools. The two vessels retained by France shall be of the Jean Bart class, and of those retained by Italy one shall be the Dante         Alighieri, the other of the Giulio Cesare class. On retaining these ships for the purpose above stated, France and Italy respectively undertake to remove and destroy their         conning-towers, and not to use the said ships as vessels of war.

III. (a) Subject to the special exceptions contained in Article IX, when a vessel is due for scrapping, the first stage of scrapping, which consists in rendering a ship incapable of further warlike service, shall be immediately undertaken.

(b) A vessel shall be considered incapable of further warlike service when there shall have been removed and landed, or else destroyed in the ship:

(1) All guns and essential portions of guns, fire-control tops and revolving parts of all barbettes and turrets;

(2) All machinery for working hydraulic or electric mountings;

(3) All fire-control instruments and range-finders;

(4) All ammunition, explosives and mines;

(5) All torpedoes, warheads and torpedo tubes;

(6) All wireless telegraphy installations;

(7) The conning tower and all side armour, or alternatively all main propelling machinery;

and (8) All landing and flying-off platforms and all other aviation accessories.

IV. The periods in which scrapping of vessels is to be effected are as follows:

(a) In the case of vessels to be scrapped under the first paragraph of Article II, the work of rendering the vessels incapable of further warlike service, in accordance with paragraph III of this Part, shall be completed within six months from the coming into force of the present Treaty, and the scrapping shall be finally effected within eighteen months from such coming into force.

(b) In the case of vessels to be scrapped under the second and third paragraphs of Article II, or under Article III, the work of rendering the vessel incapable of further warlike service in accordance with paragraph III of this Part shall be commenced not later than the date of completion of its successor, and shall be finished within six months from the date of such completion. The vessel shall be finally scrapped, in accordance with paragraph II of this Part, within eighteen months from the date of completion of its successor. If, however, the completion of the new vessel be delayed, then the work of rendering the old vessel incapable of further war-like service in accordance with paragraph III of this Part shall be commenced within four years from the laying of the keel of the new vessel, and shall be finished within six months from the date on which such work was commenced, and the old vessel shall be finally scrapped in accordance with paragraph II of this Part within eighteen months from the date when the work of rendering it incapable of further warlike service was commenced.

 

PART 3.-Replacement

The replacement of capital ships and aircraft carriers shall take place according to the rules in Section I and the tables in Section II of this Part.

SECTION I.-RULES FOR REPLACEMENT

(a) Capital ships and aircraft carriers twenty years after the date of their completion may, except as otherwise provided in Article VIII and in the tables in Section II of this Part, be replaced by new construction, but within the limits prescribed in Article IV and Article VII. The keels of such new construction may, except as otherwise provided in Article VIII and in the tables in Section II of this Part, be laid down not earlier than seventeen years from the date of completion of the tonnage to be replaced, provided, however, that no capital ship tonnage, with the exception of the ships referred to in the third paragraph of Article II, and the replacement tonnage specifically mentioned in Section II of this Part, shall be laid down until ten years from November 12, 1921.

(b) Each of the Contracting Powers shall communicate promptly to each of the other Contracting Powers the following information:

(1) The names of the capital ships and aircraft carriers to be replaced by new construction; (2) The date of governmental authorization of replacement tonnage; (3) The date of laying the keels of replacement tonnage; (4) The standard displacement in tons and metric tons of each new ship to be laid down, and the principal dimensions, namely,        length at waterline, extreme beam at or below waterline, mean draft at standard displacement; (5) The date of completion of each new ship and its standard        displacement in tons and metric tons, and the principal dimensions, namely, length at waterline, extreme beam at or below waterline, mean draft at standard displacement, at time of completion

(c) In case of loss or accidental destruction of capital ships or aircraft carriers, they may immediately be replaced by new construction subject to the tonnage limits prescribed in Articles IV and VII and in conformity with the other provisions of the present Treaty, the regular replacement program being deemed to be advanced to that extent.

(d) No retained capital ships or aircraft carriers shall be reconstructed except for the purpose of providing means of defense against air and submarine attack, and subject to the following rules: The Contracting Powers may, for that purpose, equip existing tonnage with bulge or blister or anti-air attack deck protection, providing the increase of displacement thus effected does not exceed 3,000 tons (3,048 metric tons) displacement for each ship. No alterations in side armor, in calibre, number or general type of mounting of main armament shall be permitted except:

(1) in the case of France and Italy, which countries within the limits allowed for bulge may increase their armor protection and the calibre of the guns now carried on their existing capital ships so as not to exceed 16 inches (406 millimeters) and (2) the British Empire shall be permitted to complete, in the case of the Renown, the alterations to armor that have already been commenced but temporarily suspended.

 

SECTION II - REPLACEMENT AND SCRAPPING OF CAPITAL SHIPS
UNITED STATES

Year

Ships laid down

Ships completed

Ships scrapped (age in parentheses)

Ships retained

Summary

 

 

 

 

Pre-Jutland

Post-Jutland

 

 

 

Maine (20), Missouri (20), Virginia (17), Nebraska (17), Georgia (17), New Jersey (17), Rhode Island (17), Connecticut (17), Louisiana (17), Vermont (16), Kansas (16), Minnesota (16), New Hampshire (15), South Carolina (13), Michigan (13), Washington (0), South Dakota (0), Indiana (0), Montana (0), North Carolina (0), Iowa (0), Massachusetts (0), Lexington (0), Constitution (0), Constellation (0), Saratoga (0), Ranger (0), United States (0)[30]

 

17

1

1922

 

A, B[31]

Delaware (12), North Dakota (12)

15

3

1923

 

 

 

15

3

1924

 

 

 

15

3

1925

 

 

 

15

3

1926

 

 

 

15

3

1927

 

 

 

15

3

1928

 

 

 

15

3

1929

 

 

 

15

3

1930

 

 

 

15

3

1931

C, D

 

 

15

3

1932

E, F

 

 

15

3

1933

G

 

 

15

3

1934

H, I

C, D

Florida (23), Utah (23), Wyoming (22

12

5

1935

J

E, F

Arkansas (23), Texas (21), New York (21)

9

7

1936

K, L

G

Nevada (20), Oklahoma (20)

7

8

1937

M

H, I

Arizona (21), Penssylvania (21)

5

10

1938

N, O

J

Mississipi (21)

4

11

1939

P, Q

K, L

New Mexico (21), Idaho (20)

2

13

1940

 

M

Tennessee (20)

1

14

1941

 

N, O

California (20), Maryland (20)

0

15

1942

 

P, Q

2 ships West Virginia class

0

15

Note: A, B, C, D, etc, represent individual capital ships of 35,000 tons standard displacement, laid down and completed in the years specified.


BRITISH EMPIRE

Year

Ships laid down

Ships completed

Ships scrapped (age in parentheses)

Ships retained

Summary

 

 

 

 

Pre-Jutland

Post-Jutland

 

 

 

Commonwealth (16), Agamemnon  (13), Dreadnought (15), Bellerophon (12), St. Vincent (11), Inflexible  (13), Superb (12), Neptune (10), Hercules (10), Indomitable (13), Temeraire (12), New Zealand (9), Lion (9), Princess Royal (9), Conquerer (9), Monarch (9), Orion (9), Australia (8), Agincourt (7), Erin (7), 4 bulding or projected[32]

21

1

1922

A, B[33]

 

 

21

1

1923

 

 

 

21

1

1924

 

 

 

21

1

1925

 

A, B

King George V (13), Ajax (12), Centurion (12), Thunderer (13)

17

3

1926

 

 

 

17

3

1927

 

 

 

17

3

1928

 

 

 

17

3

1929

 

 

 

17

3

1930

 

 

 

17

3

1931

C, D

 

 

17

3

1932

E, F

 

 

17

3

1933

G

 

 

17

3

1934

H, I

C, D

Iron Duke (20), Marlborough (20), Emperor of India (20), Benbow (20)

13

5

1935

J

E, F

Tiger (21), Queen Elizabeth (20) Warspite (20), Barham (20)

9

7

1936

K, L

G

Malaya (20), Royal Sovereign (20

7

8

1937

M

H, I

Revenge (21), Resolution (21)

5

10

1938

N, O

J

Royal Oak (22)

4

11

1939

P, Q

K, L

Valiant (23), Repulse (23)

2

13

1940

 

M

Renown (24)

1

14

1941

 

N, O

Ramillies (24), Hood (21)

0

15

1942

 

P, Q

A (17), B (17)

0

15

Note: A, B, C, D, etc, represent individual capital ships of 35,000 tons standard displacement, laid down and completed in the years specified.

 


FRANCE

Year

Ships laid down

Ships completed

Ships scrapped (age in parentheses)

Ships retained

Summary

 

 

 

 

Pre-Jutland

Post-Jutland

1922

 

 

 

7

0

1923

 

 

 

7

0

1924

 

 

 

7

0

1925

 

 

 

7

0

1926

 

 

 

7

0

1927

35.000 tons

 

 

7

0

1928

 

 

 

7

0

1929

35.000 tons

 

 

7

0

1930

 

35.000 tons

Jean Bart (17), Courbet (17)

5

1[34]

1931

35.000 tons

 

 

5

 

1932

35.000 tons

 

France (18)

4

 

1933

35.000 tons

 

 

4

 

1934

35.000 tons

 

Paris (20), Bretagne (20)

2

 

1935

35.000 tons

 

Provence (20)

1

 

1936

35.000 tons

 

Lorraine (20)

0

 

1937

 

 

 

0

 

1938

 

 

 

0

 

1939

 

 

 

0

 

1940

 

 

 

0

 

1941

 

 

 

0

 

1942

 

 

 

0

 

Note: France expressly reserves the right of employing the capital-ship tonnage allotment as she may consider advisable, subject solely to the limitations that the displacement of individual ships should not surpass 35,000 tons, and that the total capital-ship tonnage should keep within the limits imposed by the present Treaty.


ITALY

Year

Ships laid down

Ships completed

Ships scrapped (age in parentheses)

Ships retained

Summary

 

 

 

 

Pre-Jutland

Post-Jutland

1922

 

 

 

6

0

1923

 

 

 

6

0

1924

 

 

 

6

0

1925

 

 

 

6

0

1926

 

 

 

6

0

1927

35.000 tons

 

 

6

0

1928

 

 

 

6

0

1929

35.000 tons

 

 

6

0

1930

 

 

Jean Bart (17), Courbet (17)

6

0

1931

35.000 tons

35.000 tons

Dante Alighieri (19)

5

1[35]

1932

45.000 tons

 

 

5

 

1933

25.000 tons

35.000 tons

Leonardo da Vinci (19)

4

 

1934

 

 

 

4

 

1935

 

35.000 tons

Giulio Cesare (21)

3

 

1936

 

45.000 tons

Conte di Cavour (21), Duilio (21)

1

 

1937

 

25.000 tons

Andrea Doria (21)

0

 

Note: Italy expressly reserves the right of employing the capital-ship tonnage allotment as she may consider advisable, subject solely to the limitations that the displacement of individual ships should not surpass 35,000 tons, and that the total capital-ship tonnage should keep within the limits imposed by the present Treaty.


JAPAN

 

Year

Ships laid down

Ships completed

Ships scrapped (age in parentheses)

Ships retained

Summary

 

 

 

 

Pre-Jutland

Post-Jutland

 

 

 

Hizen (20), Mikasa (20), Kashima (16), Katori (16), Satsuma (12), Aki (11), Settsu (10), Ikoma (14), Ibuki (12), Kurama (11), Amagi (0), Akagi (0), Kaga (0), Tosa (0), Takao (0), Atago (0), Projeced program 8 ships not laid down[36]

 

 

1922

 

 

 

8

2

1923

 

 

 

8

2

1924

 

 

 

8

2

1925

 

 

 

8

2

1926

 

 

 

8

2

1927

 

 

 

8

2

1928

 

 

 

8

2

1929

 

 

 

8

2

1930

 

 

 

8

2

1931

A

 

 

8

2

1932

B

 

 

8

2

1933

C

 

 

8

2

1934

D

A

Kongo (21)

7

3

1935

E

B

Hyei (21), Haruna (20)

5

4

1936

F

C

Kirishima (21)

4

5

1937

G

D

Fuso (22)

3

6

1938

H

E

Yamashiro (21)

2

7

1939

I

F

Ise (22)

1

8

1940

 

G

Kyuga (22)

0

9

1941

 

H

Nagato (21)

0

10

1942

 

I

Mutsu (21)

0

11

Note: A, B, C, D, etc, represent individual capital ships of 35,000 tons standard displacement, laid down and completed in the years specified.

 

 

NOTE APPLICABLE TO ALL THE TABLES IN SECTION II

The order above prescribed in which ships are to be scrapped is in accordance with their age. It is understood that when replacement begins according to the above tables the order of scrapping in the case of the ships of each of the Contracting Powers may be varied at its option; provided, however, that such Power shall scrap in each year the number of ships above stated.

 

PART 4.-Definitions

For the purposes of the present Treaty, the following expressions are to be understood in the sense defined in this Part.

CAPITAL SHIP

A capital ship, in the case of ships hereafter built, is defined as a vessel of war, not an aircraft carrier, whose displacement exceeds 10,000 tons (10,160 metric tons) standard displacement, or which carries a gun with a calibre exceeding 8 inches (203 millimetres).

AIRCRAFT CARRIER

An aircraft carrier is defined as a vessel of war with a displacement in excess of 10,000 tons (10,160 metric tons) standard displacement designed for the specific and exclusive purpose of carrying aircraft. It must be so constructed that aircraft can be launched therefrom and landed thereon, and not designed and constructed for carrying a more powerful armament than that allowed to it under Article IX or Article X as the case may be.

STANDARD DISPLACEMENT

The standard displacement of a ship is the displacement of the ship complete, fully manned, engined, and equipped ready for sea, including all armament and ammunition, equipment, outfit, provisions and fresh water for crew, miscellaneous stores and implements of every description that are intended to be carried in war, but without fuel or reserve feed water on board.

The word "ton" in the present Treaty, except in the expression "metric tons", shall be understood to mean the ton of 2240 pounds (1016 kilos).

Vessels now completed shall retain their present ratings of displacement tonnage in accordance with their national system of measurement. However, a Power expressing displacement in metric tons shall be considered for the application of the present Treaty as owning only the equivalent displacement in tons of 2240 pounds.

A vessel completed hereafter shall be rated at its displacement tonnage when in the standard condition defined herein.

 

CHAPTER III.-MISCELLANEOUS PROVISIONS

Article XXI

If during the term of the present Treaty the requirements of the national security of any Contracting Power in respect of naval defence are, in the opinion of that Power, materially affected by any change of circumstances, the Contracting Powers will, at the request of such Power, meet in conference with a view to the reconsideration of the provisions of the Treaty and its amendment by mutual agreement.

In view of possible technical and scientific developments, the United States, after consultation with the other Contracting Powers, shall arrange for a conference of all the Contracting Powers which shall convene as soon as possible after the expiration of eight years from the coming into force of the present Treaty to consider what changes, if any, in the Treaty may be necessary to meet such developments.

 

 

Article XXII

Whenever any Contracting Power shall become engaged in a war which in its opinion affects the naval defence of its national security, such Power may after notice to the other Contracting Powers suspend for the period of hostilities its obligations under the present Treaty other than those under Articles XIII and XVII, provided that such Power shall notify the other Contracting Powers that the emergency is of such a character as to require such suspension.

The remaining Contracting Powers shall in such case consult together with a view to agreement as to what temporary modifications if any should be made in the Treaty as between themselves. Should such consultation not produce agreement, duly made in accordance with the constitutional methods of the respective Powers, any one of said Contracting Powers may, by giving notice to the other Contracting Powers, suspend for the period of hostilities its obligations under the present Treaty, other than those under Articles XIII and XVII.

On the cessation of hostilities the Contracting Powers will meet in conference to consider what modifications, if any, should be made in the provisions of the present Treaty.

 

Article XXIII

The present Treaty shall remain in force until December 31st, 1936, and in case none of the Contracting Powers shall have given notice two years before that date of its intention to terminate the treaty, it shall continue in force until the expiration of two years from the date on which notice of termination shall be given by one of the Contracting Powers, whereupon the Treaty shall terminate as regards all the Contracting Powers. Such notice shall be communicated in writing to the Government of the United States, which shall immediately transmit a certified copy of the notification to the other Powers and inform them of the date on which it was received. The notice shall be deemed to have been given and shall take effect on that date. In the event of notice of termination being given by the Government of the United States, such notice shall be given to the diplomatic representatives at Washington of the other Contracting Powers, and the notice shall be deemed to have been given and shall take effect on the date of the communication made to the said diplomatic representatives.

Within one year of the date on which a notice of termination by any Power has taken effect, all the Contracting Powers shall meet in conference.

 

Article XXIV

The present Treaty shall be ratified by the Contracting Powers in accordance with their respective constitutional methods and shall take effect on the date of the deposit of all the ratifications, which shall take place at Washington as soon as possible. The Government of the United States will transmit to the other Contracting Powers a certified copy of the procès-verbal of the deposit of ratifications.

The present Treaty, of which the French and English texts are both authentic, shall remain deposited in the archives of the Government of the United States, and duly certified copies thereof shall be transmitted by that Government to the other Contracting Powers.

IN FAITH WHEREOF the above-named Plenipotentiaries have signed the present Treaty.

DONE at the City of Washington the sixth day of February, One Thousand Nine Hundred and Twenty-Two.

 

[SEAL] CHARLES EVANS HUGHES

[SEAL] HENRY CABOT LODGE

[SEAL] OSCAR W UNDERWOOD

[SEAL] ELIHU ROOT

[SEAL] ARTHUR JAMES BALFOUR

[SEAL] LEE OF FAREHAM

[SEAL] A. C. GEDDES

[SEAL] R. L. BORDEN

[SEAL] G. F. PEARCE

[SEAL] JOHN W SALMOND

[SEAL] ARTHUR JAMES BALFOUR

[SEAL] V S SRINIVASA SASTRI

[SEAL] A SARRAUT

[SEAL] JUSSERAND

[SEAL] CARLO SCHANZER

[SEAL] V. ROLANDI RICCI

[SEAL] LUIGI ALBERTINI

[SEAL] T. KATO

[SEAL] K. SHIDEHARA

[SEAL] M. HANIHARA

 

Bibliografia

          Documentos:

Allied and Associated Governments, <<Peace Treaty of Versailles>>, French Government, Paris, 1919

U.S. Department of State, <<Foreign Relations of the United States, 1922>>, U.S. Government Printing Office, Publication 2033, Washington, D.C., 1938, Volume I

 

          Obras:

COSTIGLIOLA, Frank, Awkward Dominion - American Political, Economic, and Cultural Relations with Europe, 1919-1933, Ithaca e Londres, Cornell University Press, 1984

DOBSON, Alan P., Anglo-American Relations in the Twentieth Century, Londres e Nova Iorque, Routledge, 1995

IRELAND, Bernard, Jane's Battleships of the 20th Century, Londres, Harper Collins Publishers, 1996

PRESTON, Antony, Jane's Fighting Ships of World War II, Londres, Studio Editions, 1989

TERRAINE, John, Business in Great Waters - The U-Boat Wars, 1916-1945, Hertfordshire, Wordsworth Editions, 1999

 

          Artigos:

BAKER III, A. D., <<Battlefleets and Diplomacy - Naval Disarmament Between the Two World Wars>>, Warship International, 1989, Nº 3

DAYER, Roberta A., <<The British War Debts to the United States and the Anglo-Japanese Alliance, 1920-23>>, Pacific Historical Review, 1976, Nº 45


[1] ART184 (Section II - Naval Clauses, Peace Treaty of Versailles, Paris, 1919).

[2] ART181 (Section II - Naval Clauses, Peace Treaty of Versailles, Paris, 1919).

[3] ART191 (Section II - Naval Clauses, Peace Treaty of Versailles, Paris, 1919).

[4] BAKER III, A. D., <<Battlefleets and Diplomacy - Naval Disarmament Between the Two World Wars>>, Warship International, 1989, Nº 3

[5] Há que ter em conta uma vantagem do Japão. Apesar de possuir menos unidades de linha que a Grã-Bretanha e Estados Unidos só tinha a frota concentrada num oceano.

[6] Em 1919 o Orçamento da Marinha Real Inglesa foi reduzido de £171 milhões para £90. Em 1923 seria reduzido de novo para £58 milhões e nos inícios dos anos 30 não passava dos £50 milhões.

[7] TERRAINE, John, Business in Great Waters - The U-Boat Wars, 1916-1945, Hertfordshire, Wordsworth Editions, 1999

[8] Remodernizar um couraçado poderia custar £2 milhões e a construção de um novo rondava os £7,5 milhões.

[9] DAYER, Roberta A., <<The British War Debts to the United States and the Anglo-Japanese Alliance, 1920-23>>, Pacific Historical Review, 1976, Nº 45

[10] KENNEDY, Malcolm D., The Estrangement of Great Britain and Japan, 1917-1935, Berkeley, 1969

[11] ART2 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[12] ART20 (Chapter II - Rules Relating to the Executionof the Treaty-Definition of Terms, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[13] ART2 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[14] ART4 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[15] ART5 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[16] ART6 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[17] Mesmo após os testes em Chesapeake Bay continuava a haver bastante conservadorismo nas marinhas face a estas novas armas. A tradição do grande canhão predominou praticamente até à Segunda Guerra Mundial.

[18] ART7 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[19] ART8 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[20] ART9 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[21] Entendia-se nesta altura como navios capitais os couraçados, cruzadores de batalha e porta-aviões.

[22] ART11 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[23] ART12 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[24] Este artigo traria polémicas mais tarde, especialmente por parte do Japão que iria construir cruzadores acima destas limitações, durante o início dos anos 30. Só se teria conhecimento desta e praticamente de todas as violações do Tratado de Washington pelo Japão quando começada a guerra no Pacífico.

[25] É de lembrar que o submarino foi a maior ameaça para as rotas comerciais marítimas inglesas durante as duas guerras e durante o tratado foram movidos grandes esforços para acabar de vez com esta arma "desumana".

[26] ART14-18 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[27] ART19 (Chapter I - General Provisions Relating to the Limitation of Naval Armament, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[28] ART20 (Chapter II - Rules Relating to the Executionof the Treaty-Definition of Terms, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[29] ART21 (Chapter III - Miscellaneous Provisions, Conference on the Limitation of Armament, Washington, 1921-22).

[30] 1. The United States may retain the Oregon and Illinois, for non-combatant purposes, after complying with the provisions of part 2, III(b).

[31]  2. Two West Virginia class.

[32] 1. The British Empire may retain the Colossus and Collingwood for non-combatant purposes, after complying with the provisions of Part 2, III(b).

[33] Two 35,000-ton ships, standard displacement.

[34] Within tonnage limitations; number not fixed.

[35] Within tonnage limitations; number not fixed.

[36] Japan may retain the Shikishima and Asahi for non-combatant purposes, after complying with the provisions of Part 2, III(b